O que é estratégia?
É a teoria da empresa de como obter vantagens competitivas, baseada em um conjunto de hipóteses sobre como a competição no setor tende a evoluir, e como essa evolução pode ser explorada para se obter mais lucros


PROCESSO DE ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA
Conjunto seqüencial de análises e escolhas que podem aumentar a probabilidade de que uma empresa escolherá uma boa estratégia (ou seja, que gere vantagens competitivas).

1-)Missão é o propósito da empresa de longo prazo
- O que a empresa aspira ser e o que quer evitar
- Declaração ampla de propósitos e valores
Algumas missões podem: Não afetar, melhorar ou prejudicar o desempenho da empresa

2-) Objetivos são alvos específicos e mensuráveis usados para avaliar até onde está realizando sua missão
Objetivo de alta qualidade: está conectada à missão e são fáceis de mensurar e acompanhar
Objetivo de baixa qualidade: não são qualitativos, são difíceis de medir e acompanhar


3-)Análise interna e externa
A análise externa foca a ameaças externas e oportunidades do ambiente competitivo, já a análise interna ajuda a identificar forças e fraquezas da empresa, entender quais de seus recursos e capacidades têm mais chances de se tornar fontes de vantagens competitivas e quais têm menos chances e também pode identificar as áreas da empresa que requerem melhorias e mudanças

4-)Escolha estratégica
Existem duas categorias:
Estratégias no nível de negócios: age em um determinado setor ou mercado
- Ex: estratégia de liderança em custos e diferenciação de produtos
Estratégias no nível corporativo: atua em muitos mercados ou setores
- Ex: estratégias de integração vertical, de diversificação, de alianças estratégicas,de fusão e aquisição
A estratégia escolhida deve:
1. Respeitar a missão da empresa
2. Ser consistente com os objetivos da empresa
3. Explorar oportunidades no ambiente da empresa com seus pontos forte
4. Neutralizar ameaças no ambiente da empresa e evitar seus pontos fracos

5-)Implementação estratégica a empresa adota políticas e práticas organizacionais consistentes com sua estratégia, existem três políticas e práticas organizacionais específicas:
- estrutura organizacional formal da empresa
- sistemas formais e informais de controle gerencial
- política de remuneração de funcionários



A partir do post acima, o grupo propõe uma discussão:

Qual a importância do conjunto seqüencial de análises e escolhas, descritos acima, para determinar uma boa estratégia, ou seja, que gere vantagem competitiva para a empresa?


Este primeiro post tem o intuito de situar as definições básicas sobre escolha estratégica ao ambiente Wiki, daremos sequência com as seguintes abordagens:

1-) Determinação da Teoria da Escolha Estratégica
2-) Paralelo da Teoria da Escolha Estratégica com outras teorias vistas em aula




NOVA CONTRIBUIÇÃO, DATA 07/06/2010, GRUPO 14

O Planejamento Estratégico é uma característica das empresas, a qual as posiciona como detentoras de vantagem competitiva ou não. Tal posicionamento pode ser obtido através das análises de recursos da empresa e de seus mecanismos de exploração destes recursos.

Tais análises baseiam-se, como dito na postagem anterior, na análise do ambiente, dos pontos fracos e fortes da organização (análise interna), ameaças e oportunidades (análise externa), escolha da estratégia competitiva e readequação contínua da estratégia, sendo que podem haver estratégias emergentes.

Como base de manutenção de vantagem competitiva, faz-se imprescindível a observação contínua dos concorrentes.

Michael Eugene Porter concebeu, em 1979, cinco forças básicas para sustentar uma vantagem competitiva. São elas: Rivalidade entre os Principais Concorrentes, Ameaça de Novos Entrantes, Ameaça de Produtos ou Serviços Substitutos, Poder de Negociação dos Compradores e Poder de Negociação dos Fornecedores.
Entre os fatores que influenciam tais forças estão, respectivamente: introdução de novos produtos, preços, ações de marketing; economias de escala, diferenciação dos produtos, custos de mudança, política governamental; Pesquisa & Desenvolvimento, inovações, qualidade percebida; 'leilão' entre os concorrentes, existência de substitutos; manipulação dos preços, diferenciação de insumos.

Porter parte do princípio de que a estratégia competitiva de uma organização deve surgir por meio da abrangência das regras dos concorrentes, as quais definem a atratividade de uma indústria.

Toda e qualquer organização está sujeita a pressões internas e externa. Nesse contexto, faz-se necessária uma adaptação às pressões, a qual pode ser obtida por meio de um planejamento estratégico que nada mais é do que uma forma de 'corrida para a posição ideal'.
As estratégias, então, são fatores que, mantendo-se um conjunto sequencial coerente e adequado, levam uma organização à dinâmica harmoniosa com o meio ambiente, à flexibilidade, à integração interna, à revitalização, etc. Ou seja, ao construir na organização as cinco forças consideras por Porter, uma empresa estará com uma estrutura competitiva que, se bem conduzida, leva à criação de uma posição defensável.
A melhor maneira para se criar tal posição é por meio do estudo e possível reestruturação da estratégia existente ou de uma análise profunda para formulação de uma nova estratégia, a fim de se alcançar a posição ideal. Tais reformulações e/ou criações devem seguir a idéia de que a estratégia deve aprimorar os tradeoffs da competição, escolhendo o que a empresa não deve fazer para se manter fora do jogo competitivo.

Outros conceitos que englobam a questão da sequência de escolhas estratégicas são os de estratégias deliberadas e estratégias emergentes.
Quando se verifica a necessidade de rever a estratégia, faz-se diversas análises para chegar a uma conclusão da posição da empresa (SWOT, VRIO, 5 Forças de Porter, BCG, etc.). Após as análises, é necessário encontrar os gargalos da vantagem e, então, formular meios de combatê-los para, então, deliberar e implementar uma estratégia, tendo em mente que a empresa conseguiu antecipar todos os cenários possíveis. Nem sempre, no entanto, a estratégia será adequada à determinada situação e, portanto, nem sempre os cenários ocorrerão como esperado. Para isso, ela deve estar preparada para uma estratégia emergente, que surge como resposta a uma nova oportunidade, por exemplo.

Todos estes fatores são indispensáveis ao se realizar um planejamento estratégico e, se sustentados adequadamente, com frequentes e sucessivas estratégias bem analisadas, estudadas, deliberadas e implementadas, devem conduzir uma organização ao sucesso competitivo susntentável em relação ao ambiente interno, à sua interação com o ambiente externo, à sua dinâmica e flexibilidade e, portanto, aos seus concorrentes.




Bibliografia:
//http://www16.fgv.br/rae/artigos/69.pdf//
//http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Porter//
//http://www.lgti.ufsc.br/posgraduacao/legenda/gpa/Estrategiacompleto1.pdf//
//http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinco_for%C3%A7as_de_Porter//


NOVA CONTRIBUIÇÃO, DATA 09/06/2010, GRUPO 3

Seguindo a discussão proposta pelo grupo, nós do grupo 3 tentaremos mostrar a importância da integração das decisões das áreas da empresa para a estratégia competitiva central.
O planejamento de cada área da empresa deve ser elaborado como parte do planejamento estratégico da empresa. O planejamento estratégico refere-se ao planejamento sistêmico das metas de longo prazo da empresa e dos meios disponíveis para alcançá-las. Ele deve definir os rumos do negócio e deve considerar não só os aspectos internos, como o ambiente externo no qual a empresa está inserida.
O ponto de partida para a elaboração do planejamento estratégico é o diagnóstico da organização, dos seus pontos fortes e fracos e das ameaças e oportunidades existentes. O diagnóstico serve para que todos saibam onde estão, ou melhor, a situação da empresa em determinado momento. Após um bom diagnóstico, é necessário que seja definido um cenário que se deseja alcançar e um prazo determinado para isso, além de como viabilizá-lo. O cenário traçado deve ser abrangente, incluindo todos os produtos, as áreas geográficas e as funções da empresa, além da maneira desejada de relacionamento com os clientes, os fornecedores, os empregados e os acionistas. O cenário inclui também a descrição do ambiente externo e de onde se deseja chegar. Aprovado o cenário, monta-se o planejamento estratégico que deve visar ao que deve ser feito para que o cenário seja atingido.
A estratégia define os rumos e as decisões que determinam a natureza da organização.
É importante que todas as áreas da empresa ajam de maneira coerente e de acordo com o planejamento estratégico, ou seja, os planejamentos das áreas devem estar coerentes entre si e com o planejamento estratégico da empresa. Assim, todas as áreas vão agir em busca de um objetivo comum, que é o objetivo da organização. Se não houver sintonia entre as ações de cada área, dificilmente os objetivos e metas centrais da empresas serão atingidos com êxito e no prazo esperado. É perigoso também, quando não há integração entre as áreas, que a empresa perca sua identidade, posicionamento e, consequentemente, fique em posição de desvantagem em relação à outras empresas concorrentes. Para que a imagem da empresa seja claramente definida na mente de consumidores, fornecedores, empregados e acionistas, é necessário que todas as áreas da empresa atuem de forma semelhante e em busca dos objetivos organizacionais.

fonte:

BECKER, B. E., HUSELID, M.A., ULRICH, D. The HR Scorecard: Linking People, Strategy and Performance – Boston, MA: Harvard Business School Press, 2001.



Postagem Integrativa - Grupo Escolha Estratégica


A teoria da escolha estratégica enfatiza que não é imposta uma estrutura ou ambiente à organização, e sim que organização pode ajustar o ambiente a seus objetivos e metas. Ainda de acordo com esta teoria, os gestores da organização, com sua experiência de vida, percepção, valores e interesses, definem as ações da organização. Podemos relacionar com esta teoria o voluntarismo, teoria que enfatiza que o homem possui um papel ativo no ambiente em que vive, tendo a possibilidade de escolher e influenciar seus destinos. O homem tem, portanto, a possibilidade de modificar seu ambiente e os elementos que ocorrem ao longo de sua vida. Ainda, associando esta teoria à realidade empresarial, poderíamos dizer que a organização é manipulada e modificada por meio de interesses políticos, de forma que consiga se adequar aos interesses dos seus gestores. Estabelecendo uma analogia entre essas duas teorias, podemos concluir que o sucesso ou fracasso das organizações está todo nas mãos dos gestores da empresa.

Podemos, mais adiante, adicionar a este pensamento uma analogia de Política e Poder. Se considerarmos a empresa uma estrutura política, a empresa só funcionará se conseguir distribuir autoridade, ou seja, criar uma hierarquia de poder para que as atividades sejam distribuídas e feitas dentro do planejamento da organização. Além disso, uma hierarquia bem definida é imprescindível para motivar os funcionários a buscarem o posto acima do que possui e, assim, fazer seu trabalho com excelência. O posto mais alto da empresa, do principal executivo, representaria o objeto central, o objetivo de todos os outros funcionários da empresa.

A empresa seria, caso aplicássemos as três teorias, uma estrutura política, que, de acordo com suas atitudes, define o ambiente em que está inserida e também o seu futuro. O futuro da empresa, caso considerada a luta pelo poder que pode ocorrer internamente, estaria condenado aos interesses dos gestores de acordo com a situação, o que pode desviar a empresa de suas metas e objetivos.


Questões para discussão:

Até que ponto as pessoas influenciariam as ações organização em prol de si próprias?
A organização, na prática, pode ser considerada uma estrutura política?
A organização pode, a partir das ações de bons gestores, garantir um bom desempenho no futuro?